Caravana da Sociologia – Vídeo-carta 2 da Escola Major Lélio

A vídeo-carta 2 da Escola Major Lélio, localizada no município de Camaragibe em Pernambuco, foi o segundo produto gerado nas oficinas realizadas pelo multiHlab no ano de 2018 com os bolsistas da Caravana da Sociologia – projeto do Programa de Iniciação Científica para o Ensino Médio da Fundaj. Com roteiro e produção de inteira autoria dos alunos, o filme-carta teve como destinatário o Governo do Estado de Pernambuco. Você pode assistir ao vídeo pelo nosso IGTV, ou acessando nosso canal no YouTube: 

https://www.youtube.com/watch?v=rs0V5SseatY&list=PLmjxOa2nvqxYFW_QvHZ-VlrXx6hbQ5J-K&index=9  

 #multiHlab #midialab #videocarta #ensinomedio #educacãobásica #cinema #documentário

 

Caravana da Sociologia – Vídeo-carta 1 da Escola Major Lélio

No ano de 2018, a primeira equipe de bolsistas do multiHlab realizou oficinas de audiovisual com os estudantes participantes do Caravana da Sociologia, primeiro projeto do Programa de Iniciação Científica para o Ensino Médio da Fundaj. A vídeo-carta 1 da Escola Major Lélio, localizada no município de Camaragibe em Pernambuco, foi um dos produtos gerados nas oficinas e teve roteiro e produção de autoria dos alunos. Eles escolheram falar sobre sua relação afetiva com os espaços da escola e as precárias condições da sua atual infraestrututa. O filme-carta teve como destinatária a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco.
Você pode assistir ao vídeo pelo nosso IGTV, ou acessando nosso canal no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=g31RwXH5Q0U&list=PLmjxOa2nvqxYFW_QvHZ-VlrXx6hbQ5J-K&index=8  

#multiHlab #midialab #videocarta #ensinomedio #educacãobásica #cinema #documentário

DOCUMENTÁRIO

Amanhã, 28.07, será lançado online o documentário Território Suape, dirigido por Cecília da Fonte, Laércio Portela e Marcelo Pedroso de Jesus. O vídeo foi produzido pela Marco Zero Conteúdo em parceria com a Símio Filmes e Ventana. Gravado na cidade do Cabo de Santo Agostinho, o trabalho faz parte do Dossiê Suape pelo Avesso, disponível no site www.marcozero.org

A produção aborda duas visões sobre o processo de nova urbanização do território do Cabo, advindo das atividades econômicas do complexo portuário industrial. De um lado os responsáveis por conduzir os megaprojetos de novos bairros planejados. Do outro, populações tradicionais retiradas de suas terras e jovens de bairros periféricos atingidos por essas mudanças socioeconômicas.

O documentário pode provocar reflexões sobre como os megaempreendimentos geram dinâmicas de exclusão urbana e como as desigualdades sociais se traduzem na ocupação do espaço geográfico das cidades. Também, gera debates sobre as relações entre a economia desenvolvimentista e os modos tradicionais de vida, a exemplo de pescadores artesanais e marisqueiras. Podemos somar a estes temas uma reflexão sobre as dinâmicas urbanas vivenciadas na Região Metropolitana do Recife, a sexta maior do país, que apresenta uma diversidade de culturas locais e tem a geração do seu Produto Interno Bruto (PIB) em grande parte dependente das atividades de Suape.

Para acompanhar o lançamento e assistir ao documentário, confere o canal do Youtube da Marco Zero Conteúdo. 

Inscrições abertas para evento online de Educação Audiovisual

Educação audiovisual descomplicada e criativa. Essa é a pauta da programação gratuita do evento desenvolvido pelo Semente Cinematográfica. Serão quatro quintas-feitas, do dia 30 de julho ao dia 20 de agosto, com uma programação que inclui workshops e partilha de saberes, ferramentas, rodas de conversa e apoio pedagógico para professores da educação básica. Aos inscritos ainda é permitido o acesso ao WebApp exclusivo do evento, contendo: vídeo-aulas, tutoriais, materiais de apoio e acervo de filmes.

O evento online conta com a presença confirmada de Inês Teixeira, professora da UFMG e da UFPB, pesquisadora do Grupo Mutum: Educação, Docência e Cinema (FAE/UFMG); de Leila Rocha Coelho, diretora da escola Nossa Senhora do Carmo e membro fundadora do Núcleo de Apoio à Educação Transformadora da Paraíba; Sônia Goulart, umas das organizadoras da CONAE e do ENA (Encontro de Educação de Nostra América); Rafael Romão, especialista audiovisual da ONG Recorde, onde coordena o projeto Cineastas 360 graus, em parceria com o Facebook Brasil; José Correia Júnior, que trabalha com tecnologia, direitos humanos e cinema nas escolas em municípios da GRE Vale do Capibaribe/ PE; e Viviane Cid, professora da rede municipal de NIterói.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo link:  https://www.educacaoaudiovisual.com.br/programadeapoio 

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III ENCONTRO DE PRÁTICAS EDUCATIVAS DIGITAIS – UFRN

O III Encontro de Práticas Educativas Digitais (e-PED) foi confirmado para os dias 02, 03 e 04 de setembro de 2020, mas devido ao contexto atual da pandemia será totalmente em rede digital. O evento é organizado por professores e alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e profissionais da educação, integrantes do Grupo de Estudos e Pesquisas em Meios de Comunicação e Educação (COMBASE), do Centro de Educação (CE/UFRN). O COMBASE é vinculado ao Laboratório de Tecnologia Educacional (LTE/CE/UFRN). 

  O III e-PED contará com uma programação diversificada, incluindo conferências, oficinas, Grupos de Trocas (GT) com apresentação de resumos expandidos de forma online, apresentações culturais, café com Cybercultura, entre outros.

Os GT são espaços formados para compartilhamento das mais variadas experiências vivenciadas pelos profissionais, pesquisadores, alunos e outros profissionais da área. Alguns desses trabalhos são desenvolvidos nas áreas das experiências formativas, práticas educativas digitais, ideias pedagógicas, invenções educacionais, projetos de ensino, aprendizagem e avaliação, metodologias inovadoras, entre outros. A submissão dos trabalhos, no formato de Resumo Expandido, deve ser realizada até o dia 16 de agosto e precisam contemplar uma das seguintes temáticas:

GT 1: Sociedade midiatizada em tempos de isolamento físico

GT 2: Currículo e cultura digital

GT 3: Ensino e cultura digital

GT 4: Aprendizagem e cultura digital

GT 5: Avaliação e cultura digital

GT 6: Práticas digitais inclusivas

As inscrições do III e-PED serão realizadas até o dia 01 de setembro e, independente da modalidade, terá uma taxa única e mínima no valor de R$ 20,00 (vinte reais). Parte desse valor será repassado aos artistas que vão se apresentar durante a programação. O evento será transmitido ao vivo pelo  Facebook do LTE para todos, porém só receberão certificados de participação os inscritos no evento e os que apresentarão trabalho.

Para mais informações sobre o e-PED 2020 acesse o link: http://lte.ce.ufrn.br/eped3/

#multiHlab #pinktips #IIIeped #UFRN #PraticasEducativasDigitais 

100 anos de Florestan Fernandes


Florestan Fernandes é considerado um dos pioneiros da Sociologia no Brasil, figura importante para a consolidação deste campo científico no país e um maiores nomes desta ciência na América. Nascido em São Paulo, foi professor na Pontifícia Universidade de São Paulo e nas universidades estadunidenses de Yale, Columbia e Toronto. No Brasil, além de professor e pesquisador, foi Deputado Federal com grande contribuição na formulação da legislação educacional brasileira.

Sua obra é vasta, considera fundamental para os estudos da sociedade brasileira e estabeleceu-se como indispensável nos cursos de Ciências Sociais, Sociais Aplicadas (como Direito e Economia) e Ciências Humanas. Seus estudos vão desde análises sobre a função da guerra entre povos indígenas do Brasil, passando pelos efeitos sociais do racismo na formação das estruturas socioeconômicas de nosso país, até o estabelecimento da burguesia nacional, dentre outros.

Seus escritos são referência até hoje para pensar a formação e funcionamento do Brasil como nação e serve como base para análises de pensadores das novas gerações. Seu pensamento está nos cursos de educação superior e cada vez mais poderá fazer parte das aulas de Sociologia nas escolas, contribuindo para a formação dos jovens brasileiros. 

Para entender a importância do FUNDEB


Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) é um dispositivo constitucional contábil instituído no ano de 2007 pela Lei 11.494. Os recursos são utilizados para financiar todas as etapas da Educação Básica, inclusive a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O FUNDEB é composto por 27 fundos estaduais mais o Distrito Federal, integrado por impostos e transferências de estados e municípios, com complementação de investimentos federais. Os recursos são redistribuídos para os integrantes de modo a alcançar o valor unitário nacional por aluno de acordo com a quantidade de matrículas nas redes de ensino. Em 31 de dezembro de 2020 terminará a vigência deste dispositivo transitório da Constituição, o que poderá comprometer a qualidade da oferta da educação pública no país, podendo até travar o funcionamento de redes municipais, aprofundar as desigualdades educacionais brasileiras e pôr em jogo o pagamento de salários e aposentadorias dos profissionais da Educação.

Estão em tramitação no Congresso Nacional duas propostas sobre o futuro desta política. A PEC 15/15 é a que se encontra em estágio mais avançado de debate na Câmara dos Deputados. Ela versa, dentre outros elementos, tornar o FUNDEB permanente e rever o índice aluno-qualidade do cálculo de repasse.

No vídeo “ O que está em jogo se o FUNDEB acabar ?”, a professora Maria Cláudia Junqueira fala sobre o papel do fundo para a educação básica brasileira e os riscos advindos da descontinuidade desta política. É fundamental que profissionais e estudantes conheçam sobre o funcionamento da política de financiamento da educação para compreenderem os possíveis impactos em suas vidas cotidianas. Uma gestão escolar democrática e uma educação de qualidade se faz com a participação de todos e todas.

Assista ao vídeo em: https://youtu.be/v-blm3uAqls.

Pinktip litera: O conto da escola

Nesta Pinktip Litera indicamos O conto da escola. Neste escrito, Machado de Assis apresenta brevemente a história de Pilar, um adolescente, estudante de uma escola não muito grande, identificado como bom aluno, mas que não se adequa muito bem ao ambiente escolar. Seu pai era um empregado do Arsenal de guerra, que sonhava para o filho uma carreira de capitalista no comércio, e quando percebia este sonho ameaçado punia o garoto com violência física.

 Na situação narrada no conto, o garoto é interpelado pelo seu colega Raimundo para que lhe ajude com a tarefa de casa mediante pagamento de uma moeda. No primeiro momento Pilar se sente constrangido em aceitar, mas acaba por ceder. A transação é dedurada por um outro colega de sala e o professor pune os dois transgressores com a palmatória e um sermão sobre corrupção. No dia seguinte,Pilar está decidido a ir até a escola antes de todos e recuperar a moeda que o professor havia jogado pela janela. Contudo, no caminho, o jovem encontra um pelotão militar que lhe parece mais agradável que o ambiente escolar e a moeda. Começa por seguir o som dos tambores dos fuzileiros em treinamento e acaba o dia na praia da Gamboa. Ao voltar para casa não sente mais raiva pelo colega que o entregou, além de ter aprendido pela primeira vez sobre corrupção e delação.

 A partir do conto de Machado podemos lançar um olhar sociológico sobre o ambiente escolar. Afinal, muitas vezes o nosso modelo de escola não parece tão atrativo para os jovens, pois não oferece espaço para que as identidades juvenis possam ser vivenciadas na sua diversidade. Também, muitas vezes trata conflitos no campo da moralidade, da ética, unicamente como objetos para punição, fechando a possibilidade de reflexão com os estudantes.

  Outro elemento que o texto apresenta e podemos pensá-lo sob o prisma da Sociologia da Educação é como a instrução formal visa formar um modelo específico de cidadão, aquele que corresponde à necessidade de formação de mão de obra para o capital. Poderia a escola formar outro tipo de profissional? Poderia a escola formar cidadãos ? São perguntas que podem ser levantadas em sala de aula com os estudantes baseando-se em estudos sociológicos.

Aposto uma moeda que você teve interesse neste conto. Então conheça este e outros textos de Machado de Assis no site www.dominiopublico.gov.br .

PINKTIP LITERA: Vidas Secas


Tendo como inspiração a dissertação defendida no ProfSocio sob o título  “Narrativas que importam: Leituras literárias no ensino de gênero e sexualidade nas aulas de Sociologia”, a nova série Pinktip Litera traz sugestões de obras literárias que podem ser o ponto de partida para trabalhar em sala de aula diversos temas das Ciências Sociais. 

Vidas secas é um aclamado romance do escritor brasileiro Graciliano Ramos. O livro conta a história de uma família de sertanejos que por conta das adversidades socioambientais dos grotões do Nordeste se vê obrigada a migrar para tentar a vida em outra região.

Uma das personagens é Fabiano, vaqueiro que não frequentou a escola, mas acha bonita a capacidade de comunicar-se. Ganha a vida na lida do gado e por vezes as relações sociais que o atravessa no enredo apresenta um homem que, muitas vezes, possui naquela sociedade do Brasil profundo o mesmo status dos animais que cuida.

Sua mulher, Vitória, é construída como uma mulher devota, do lar e que trabalha muito. Além disso, possui o toque de sagacidade que falta a Fabiano e por isso consegue o livrar de algumas enrascadas. Seus filhos apresentam duas personalidades opostas. Um vê nos traços rudes do pai um exemplo a ser seguido. Já o outro possui o desejo voraz de conhecer as palavras. A família possui dois animais de estimação, a cachorra Baleia e o papagaio.

O texto relata a vida desta família, desde sua mudança de local, narrada no capítulo 1, dentro da mesma área até a fuga para outra região, quando vários fatos acontecem, inclusive uma prisão arbitrária de Fabiano por um policial.Com esta narrativa podemos pensar sobre a condição do povo daquele Nordeste da década de 1930, que é a ideia original do autor, com as tensões da pobreza, da formação daquela identidade sertaneja historicamente localizada. Contudo, podemos atualizar leituras sociais a partir do texto e falar do Brasil de 2020.

Se pensarmos no episódio no qual Fabiano é preso, podemos derivar um debate sobre como as instituições repressivas do Estado atuam frente às populações mais empobrecidas do país. O modo de inserção e operação das forças de segurança nas favelas ou nos territórios do interior, de acordo com a literatura comparada, muitas vezes é guiado pelo arbítrio dos agentes e não por aquilo que se considera “império da lei”.

Podemos ainda pensar a dimensão do humano em situações de pobreza extrema. No livro, Fabiano e a Baleia protagonizam uma história onde uma cachorra apresenta características humanas e um homem age como um animal irracional. Essa inversão proposital do autor serve para aquele contexto específico e para o nosso tempo. A relação humanos e não humanos perpassada por uma questão de classe pode ser refundada nas relações entre Pets da classe média e seus donos e na relação entre a classe A e B com pessoas em situação de rua ou até mesmo da classe C.

Prontos para embarcar nessa viagem ? Pega o livro e vamos nessa, pois temos muito a conversar. 

Pinktips: Introdução à Análise Fílmica: teoria, prática e usos em sala de aula

O curso Introdução à análise fílmica: teoria, prática e usos em sala de aula será oferecido pela Comissão de Cultura e Extensão Universitária da FFLCH da USP. As inscrições são gratuitas e acontecem de 14 a 16 de julho, com vagas limitadas.  

Com foco em professores e estudantes, o curso discutirá parâmetros metodológicos para a realização da análise fílmica, seja na pesquisa historiográfica ou na prática da sala de aula. Para isso, analisará um conjunto de filmes do cinema brasileiro capaz de ampliar as reflexões sobre a formação do campo audiovisual.

Após a inscrição, as instruções serão enviadas por e-mail aos alunos matriculados. O curso acontecerá de 21 a 31 de julho, com carga horária total de 20 horas. As aulas serão ministradas virtualmente pelo Google Meets e com atividades na plataforma Google Classroom.

Para ver o programa do curso acesse: http://sce.fflch.usp.br/node/3772

Link para inscrição: http://sce.fflch.usp.br/cursos-de-inverno-da-fflch