Seleção FestCurtas Fundaj 2020

O Cinema da Fundação lança o FestCurtas Fundaj 2020 – I Festival Nacional de Curtas do Cinema da Fundação Online, aberto a diretorxs de todo o Brasil e a ser realizado na primeira semana de julho. Podem participar filmes de até 30 minutos sejam ficção, documentário ou animação. Esse é o primeiro festival promovido pela Fundação Joaquim Nabuco. Será totalmente online, desde as inscrições e seleção, até a exibição dos filmes.

As produções  podem ser inscritas até o próximo dia 15 junho. Na inscrição serão aceitos curtas produzidos a partir de junho de 2018. Os filmes selecionados serão anunciados a partir de 25 junho. O FestCurtas também terá sua versão presencial no Cinema da Fundação, tão logo suas salas sejam reabertas com o fim do isolamento social.

Seleção e premiação – Todos os filmes recebidos serão submetidos à Comissão de Seleção do FestCurtas Fundaj 2020. A escolha da comissão é soberana, irrevogável e atenderá a critérios estritamente técnicos, artísticos e éticos. O resultado da seleção dos filmes a serem exibidos no FestCurtas Fundaj 2020 será divulgado no site do festival e da Fundaj, nas mídias sociais do Cinema, da Cinemateca Pernambucana e demais espaços on-line da Fundação Joaquim Nabuco.

A premiação será definida por um Júri formado por membros de notório saber que concederá prêmios para melhor ficção, documentário e animação. O FestCurtas terá ainda o prêmio do público, escolhido por votação online. A produção local será contemplada ainda com o Prêmio Cinemateca Pernambucana.

Xs diretorxs premiadxs de outros estados receberão passagens aéreas e diárias para participarem da Mostra do FestCurtas Fundaj 2020, no Cinema da Fundação, no Recife. A mostra presencial acontecerá assim que suspenso o isolamento social e o cinema volte às atividades normais. Xs diretorxs premiadxs do Estado e quem for agraciadx com o Prêmio Cinemateca Pernambucana da Fundação Joaquim Nabuco, além de participarem da Mostra FestCurtas Fundaj 2020 presencial, receberão passe livre para frequentarem as salas do Cinema da Fundação (com um acompanhante), durante dois meses, tão logo o cinema seja reaberto.

Para se inscrever, xs realizadorxs interessadxs devem conferir o regulamento e enviar seus filmes, conforme as orientacões presentes no site: https://festcurtasfundaj.com.br/ .

Todxs xs vencedorxs receberão Selos de Premiação e Certificados, além de terem seus filmes exibidos dentro da programação semanal do Cinema da Fundação (salas no Derby e no Museu), durante uma semana, cada.

Marque xs cineastxs que você conhece e boa sorte a todxs! 

#multiHlab #midialab #fundaj #festivaldecinema2020 #cinema #festivalonlinedecurtas #curtas #curtametragem #cultura #arte #documentário #filmes

Pinktips Socio: documentário Estou me guardando para quando o carnaval chegar

A calça jeans é uma peça de vestuário consagrada no mundo todo desde, pelo menos, a segunda metade do século XX. Muitos pernambucanos compram essas peças em lojas no comércio local de suas cidades. O que algumas pessoas não sabem é que por trás dessa simples peça de roupa existe um sistema de produção e sistemas simbólicos que envolvem milhares de trabalhadores da grande indústria do jeans do Agreste e do Sertão de Pernambuco.

 Em cidades como Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, no interior do estado, massas de trabalhadores se organizam em pequenas ou grandes fábricas têxteis. Esses locais, que até pouco mais de 30 anos viviam exclusivamente de uma economia baseada na agricultura, viram sua população se tornar funcionários de grandes tecelagens ou abrirem em suas próprias casas pequenas fábricas que contam com o trabalho familiar e de pessoas do ciclo de sociabilidade mais imediata, como a vizinhança.

O regime de trabalho desses jovens, adultos e idosos de todos os gêneros muitas vezes relembra os padrões do início da revolução industrial, onde se chegava a trabalhar 12 horas por dia. Sem direitos trabalhistas e sem garantias de saúde ocupacional, essas pessoas são movidas por diversos componentes. Um deles, no campo do lúdico, é poder passar o carnaval no Litoral. O filme em questão toma esse aspecto do lazer em outro espaço geográfico e da possibilidade de participar de uma das maiores comemorações do país como ponto para narrar histórias de vida de algumas pessoas que representam um universo muito maior. Trabalhadores movidos pela ideia de passar o carnaval na praia também é outra forma de compreender as relações de trabalho num contexto de vulnerabilidades.

“Estou me guardando para quando o carnaval chegar” é um documentário dirigido por Marcelo Gomes e produzido pela Vitrine filmes, lançado em 2019. O filme conta a história de trabalhadores de pequenas tecelagens caseiras que juntam seus lucros do ano para financiar suas viagens ao litoral durante o carnaval. 

Você pode assistir na plataforma de streaming Netflix.

#multiHlab #midialab #fundaj #cienciassociais #cinema #filmes #documentario #carnaval #jeans #trabalho 

Pinktips Socio: O Auto da Compadecida

É bem provável que você já tenha dado várias gargalhadas com a obra O Auto da Compadecida, seja pelas travessuras de João e Chicó, seja por evocar lembranças sobre sua vida (se você for do Nordeste do Brasil). Mas se existisse outra forma de ver esta obra para além da comicidade ? Será que podemos falar de uma Sociologia do Sertão por trás de tudo ?  

 As relações de poder e desigualdade são temas da Sociologia desde sua fundação. O Brasil é um país que guarda uma profunda disparidade entre as classes sociais e isso se manifesta nas dinâmicas do campo e da cidade. Toda a trama por trás da narrativa apresenta Taperoá como um espaço demarcado pelo poder dos coronéis, subserviência institucional da religião, exploração do trabalho em uma lógica pré-capitalista e até desigualdade de acesso à educação. No século XXI muito já se modificou nesta forma de dominação, restando alguns traços atualizados pela dinâmica própria da sociedade. Podemos pensar com O Auto da Compadecida como uma sociologia histórica da formação do Brasil.  

Uma cidade onde o poder concentrado gera opressões de diversos tipos e manutenção dos estratos daquela sociedade com mobilidade muito reduzida. Tem-se o chefe de um bando de cangaceiros ser perdoado no julgamento pós-morte por este banditismo social ser fruto de uma estrutura econômica que fadava pessoas a morrerem de fome e serem violentadas pela brutalidade do uso da força policial daquele modelo de estado subserviente ao status quo. A obra ainda apresenta a possibilidade de discutir racismo, apresentando um cristo negro que choca todas aquelas pessoas da cidade, revelando que a construção do interior do país manteve a lógica de divisão racial entre brasileiros afro-indígenas e brasileiros brancos.     

O Auto da Compadecida é um filme do ano de 1999, baseado na obra do escritor Ariano Suassuna e dirigido pelo pernambucano Guel Arraes, com produção da Globo Filmes. A película conta a história de Chicó e João Grilo, dois sertanejos que vivem de golpes em sua pequena cidade do interior da Paraíba. Após uma invasão de cangaceiros, João acaba no juízo final, onde não pode dar golpes.

Você assiste a este filme na Cinemateca Pernambucana. Para acessar, copie o link abaixo e cole numa aba online do navegador de sua preferência:

  http://cinematecapernambucana.com.br/filme/?id=3142

#multiHlab #midialab #fundaj #sociologia #cinema #oautodacompadecida 

Pinktips Socio: documentário O Brega Funk vai dominar o mundo

Começa hoje as Pinktips Socio, com dicas que trazem um olhar sociológico a produções audiovisuais. 

Provavelmente você já viu alguém dançando passinho ou você é quem dança. Para além da criatividade artística manifesta no movimento, podemos pensar o Brega Funk como um fenômeno social. Este é uma expressão cultural juvenil que nasce nas periferias da Região Metropolitana do Recife, se espalha por ela até acessar espaços da classe média e alcança outros lugares do país.  

 Aliando-se a elementos já presentes na sociabilidade dos jovens do Grande Recife, o Brega Funk permite a criação de novas gírias, nova moda, novas formas de se fazer festa, de ocupar os espaços públicos. Temos aqui mais uma identidade de grupo que mescla características da cultura massificada do capitalismo global com outras formas de vida da periferia metropolitana de Pernambuco.  

Mesmo que o movimento não debata diretamente as questões sociais, políticas e econômicas dessa juventude, ele tensiona as divisões sociais da cidade, impulsiona os jovens a utilizarem espaços públicos, subvertendo o processo de gentrificação da metrópole, e escancara as debilidades da própria lógica de segurança pública urbana. O Brega Funk pode até não dominar o mundo, como nos propõe o título do documentário, mas com certeza nos oferece insumos para pensar como a juventude das periferias tentam se afirmar na cidade.  

“O Brega Funk vai dominar o mundo” é um documentário produzido pelo Spotify, dirigido e apresentado pelo pernambucano GG Albuquerque.  O filme apresenta artistas pernambucanos que criaram e fizeram esse ritmo ser um sucesso no país inteiro e ter milhares de pessoas ouvindo playlists do gênero na plataforma em questão.  Através de entrevistas, histórias de vida dessas pessoas, seus relatos como artistas, seus sonhos para o futuro pessoal e do Brega Funk são apresentados. Tudo isso, feito com um tom leve e descontraído de uma conversa.   

Você assiste esse e outros documentários sobre música contemporânea no canal do Spotify no Youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=3qLr-qILt1k 

#multiHlab #midialab #fundaj #pinktipssocio #sociologia #cinema #documentário #filmes #audiovisual #bregafunk 

Pinktips Cinema: documentário Rita

Rita é um documentário produzido e dirigido por Maria Luyza Souza que o apresentou como seu trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social: Rádio, TV e Internet da Universidade Federal de Pernambuco. Na foto, Maria Luyza se encontra à esquerda, Rita está no meio e Débora, que realizou a captação com a diretora, se encontra à direita. 

História de Rita

Desde pequena os livros já chamavam atenção de Rita. O primeiro lido foi aos cinco anos. Embora sem saber juntar as sílabas direito, ela folheava os livros dos sobrinhos, que eram mais velhos. Quando entrou na escola, ganhou um paradidático chamado “Invasão de Pensamentos”, que conta a história de uma menina que queria ler o pensamento das pessoas e por isso se metia em várias confusões. 

Esse foi o livro que marcou a infância de Rita e foi o pontapé para ela começar a ler outros. Nessa fase, as amigas da mãe de Rita, já percebendo seu gosto pela leitura, começaram a doar várias coleções de livros para ela, que lia um atrás do outro. Foi aí que começou seu apego pelos livros. 

Na quinta série, estudou na Escola Maciel Pinheiro, e descobriu um mundo por trás das bibliotecas. Rita se encantou com o espaço repleto de livros que a escola abrigava, e chegava a ficar na porta esperando o local abrir. Folheava as enciclopédias e ficava lendo, fascinada por cada página em meio ao emaranhado de folhas. 

Aos nove anos já tinha lido praticamente de tudo, Machado de Assis, José de Alencar, Eça de Queiroz. No ensino médio, etapa a qual sofreu muito bullying, era maltratada pelos colegas de classe, levava bolada no rosto, era chamada de bruxa, esquisita, pelo fato de não falar com as pessoas, e ficar sempre retraída lendo.

 Nas aulas de literatura, a professora percebia que ela já estava bem adiantada nos conteúdos e sempre a liberava. Foi aí que ela começou a frequentar assiduamente a biblioteca pública de Afogados, aproveitava o tempo livre da aula e chegava a passar praticamente o dia inteiro no espaço. 

Quando se mudou para morar com a mãe, no bairro de Afogados, Rita já tinha praticamente uma biblioteca de livros montada em casa. Quando tinha 15 anos, sua mãe faleceu e ela precisou ir morar com a irmã. Só levou consigo para a nova casa os HQs e mangás, mas pretendia voltar para buscar seu acervo de livros. No entanto seu padrasto doou todos, sem avisar. Rita só conseguiu refazer seu acervo de livros quando entrou na universidade, depois que recebeu muitas doações e comprou muitos com o dinheiro dos estágios.

Depoimento da diretora: 

“O documentário Rita, mostra a realidade do cotidiano de uma mulher, de 30 anos, que tem uma paixão por ler e comprar livros. A personagem chamou minha atenção, ainda quando não a conhecia. Em todos os lugares que a encontrava ela estava lendo. Até em situações inusitadas, e isso me despertou curiosidade. 

Certa vez estava em um ônibus lotado, e ela por coincidência subiu nele. Quando tentava entrar no coletivo, que visivelmente não cabia mais ninguém, Rita insistiu em entrar e ficou praticamente presa entre e quantidade de gente e a porta do coletivo.

Com o rosto grudado no vidro do ônibus, arrancou risadas e dedos apontados, das outras pessoas que estavam na fila esperando o próximo ônibus. Não ligou. Abriu um livro, encaixou ele entre seu rosto, que estava grudado no vidro, e a porta, e leu a viagem toda, mesmo na situação de aperto. O fato de sempre estar lendo, até mesmo em momentos inusitados, me despertou interesse em conhecê-la melhor. Por uma grande coincidência do destino, na época comecei a estagiar no mesmo local em que Rita também estagiava. Foi uma oportunidade de me aproximar dela, que inicialmente se mostrava um tanto introspectiva e não acreditava o quanto sua história de vida era surpreendente. Após se sentir um pouco mais segura em contar sobre sua vida, Rita topou em ter sua história de vida documentada. Foi aí que surgiu a ideia do documentário Rita. Acredito que a história e a personagem em si, possuem uma curiosa profundidade dramática que merecia ser registrada e contada às pessoas. 

Rita também tem uma habilidade para escrever. Escreve textos incríveis e possui um blog denominado “Diário de uma ninguém”. Ela também tem um livro que escreveu, sobre sua própria história, e pretende publicá-lo”.

Rita foi exibido em:

  • 20º Festival de Curtas de Pernambuco – FestCine- Recife/PE

 

  • 3a Mostra Lugar de Mulher é no Cinema – Salvador/BA

 

  • Mostra Competitiva NORDESTE do XI CineCreed – Itamaracá/PE 

 

  • Exibição na TVPE, no programa TVPEnoar, nos dias 25 e 26 de outubro de 2019 – Recife/PE

Sobre a diretora:

 Filha de pedreiro e de uma professora, Maria Luyza Souza Santos nasceu em 09 de agosto de 1994, no município de Gameleira, localizado na Mata Sul do estado de Pernambuco. Apesar de uma vida escolar focada nos cálculos, o interesse pela arte veio ainda na adolescência, quando descobriu, na fotografia e edição de vídeo, a possibilidade de criar narrativas, expressar sentimentos e externar sua liberdade. A paixão pela arte se estendeu para a vida acadêmica, quando decidiu cursar Comunicação Social na universidade. Lá ela conheceu o mundo de possibilidades, que a arte e a comunicação poderiam lhe permitir viver. Mesmo após escutar tantos “esse curso não tem mercado”, decidiu dar voz à suas próprias convicções e vontades, e insistir no seu sonho. Hoje é formada em Rádio, TV e Internet pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); já atuou de jornal impresso a televisão e atualmente ingressou no vasto universo do gerenciamento de mídias online. Criar histórias com profundidades dramáticas, a partir de suas inquietações, e dar vida a essas narrativas por meio do audiovisual, ainda continua sendo uma das suas grandes paixões.

 

Para assistir, é só acessar o link: https://www.youtube.com/watch?v=wFwpew2FGEA 

 

#multiHlab #midialab #fundaj #pinktipscinema #documentário #RTVI #UFPE  

 

Pinktips Cinema: documentário O Grande Clube

O Grande Clube é um documentário observacional e sem diálogos, dirigido por Joelton Ivson. O filme aborda alguns espaços de lazer excludentes da cidade do Recife, sobre quem se diverte e quem trabalha para essa diversão acontecer. 

Joelton Ivson tem  31 anos, é recifense, formado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal de Pernambuco. Também é fotógrafo e editor de vídeos. Entre os gêneros cinematográficos, tem como foco os documentários. No momento, está concluindo o roteiro de um documentário sobre a relação entre economia e racismo estrutural de um ponto vista antropológico. Em breve, pretende lançar um filme de montagem sobre a excessiva auto exposição das pessoas nas redes sociais durante a pandemia do Covid-19.

Para assistir, é só acessar o link: https://vimeo.com/167507654 

#multiHlab #midialab #fundaj #pinktipscinema #docuemntário #filmespernambucanos 

Pinktips Cinema: documentário Gordxs

Gordxs é um documentário produzido pelo diretor e fotógrafo pernambucano Ivson Santo e que teve sua estreia oficial na plataforma do YouTube no dia 26 de março de 2020. O filme, que recebeu o prêmio de melhor filme pelo júri popular no Recifest de 2019, fala sobre as vivências relacionadas aos corpos e às sexualidades de quatro jovens pernambucanos, Anico Perfler, Carol Stadtler, Wanderson César e Katarina Mendes. Da escola aos desafios atuais de ser LGBTQIA+ em um corpo visto pela sociedade como não sendo o ideal, os depoimentos de cada um traçam um panorama de como a comunidade pode melhorar o tratamento para com seus próprios companheiros de luta.

“O documentário tenta combater a visão determinista de que corpos gordos são doentes amplamente corroborada por programas televisivos que mostram perda de peso como única forma de alcançar a beleza. Ao mesmo tempo, discute como esses padrões se refletem nos relacionamentos de pessoas gordas LGBTQIA+” explica o diretor Ivson Santo. “É preciso mais do que nunca discutir que tipo de imagens e estereótipos são criados sobre pessoas que têm corpos considerados desviantes, e colocar em cheque o quê a arquitetura e os espaços normativos tem colocado em termos de opressão à essas subjetividades”, complementa o filósofo Ali Prando, que participou do lançamento presencial em São Paulo, no mês de janeiro.

O filme é o resultado do trabalho de conclusão de curso de Rádio, Tv e Internet do diretor Ivson Santo, com orientação de Mannuela Costa.

Ivson Santo é Recifense, é radialista de formação pela UFPE. Iniciou sua carreira no meio audiovisual ainda cursando a faculdade com a direção de curtas. Paralelamente, desenvolveu-se na fotografia de moda trabalhando na marca de acessórios Trocando em Miúdos. Hoje, segue como roteirista, fotógrafo, diretor e estuda relações de beleza e poder no audiovisual. Acredita que beleza e acesso devem ser universais.

Para assistir ao filme é só acessar o link:  https://youtu.be/2CvZZdNmKns

Para acessar o material complementar, trailer e fotos: https://drive.google.com/open?id=10McccP27cZUAUPOVTkaADa1PpFX2oDXU

#multiHlab #midialab #fundaj #pinktipscinema #documentárioGordxs #LGBTQIA+ #gordofobia

Filmes Indígenas

 

O ano de  2019 foi declarado pela Unesco ( Organização das Nações Unidas para a Educação,  Ciência, Cultura) como o Ano Internacional das Línguas Indígenas. O intuito é de valorizar a história, as memórias e tradições dos povos indígenas através das línguas faladas por eles, já que elas vem se perdendo em níveis alarmantes no decorrer do processo de globalização. 

Como uma das ações, a organização criou o Festival de Cinema Indígena Online. São 88 filmes indígenas, contendo curtas e longas-metragens, em uma lista disponível na plataforma YouTube.

O material tem alto teor pedagógico, podendo ser apresentado nas aulas por professores que queiram abordar características dos povos tradicionais, apresentando a experiência dentro dessas comunidades. Dentre os temas abordados estão: meio ambiente e sustentabilidade, os papéis das mulheres indígenas, preservação do patrimônio cultural e natural.  

No conteúdo da seleção disponível estão documentários brasileiros que falam sobre as etnias Kalapalo e Kawaiwete. Filmes da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, México e Peru também estão presentes na lista, assim como produções do Caribe.

Para saber mais sobre o festival, acesse: https://en.iyil2019.org/  

Endereço online da lista de filmes indígenas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLWuYED1WVJIN2UN_XKOKpTvDXv_N520C2 

Conta aqui o que você achou da seleção e boas sessões! 

#multiHlab #midialab #fundaj  #indígenas #cinemaindígena #línguasindígenas #unesco #festival #documentários

18º Semana dos Museus

Os servidores que fazem o Museu do Homem do Nordeste e o Engenho Massangana convidam a todos para a programação da décima oitava Semana dos Museu, um evento promovido pelo Ibram. Foi preparada uma programação especial, que acontecerá nas redes sociais da Fundaj e do Muhne, de 18 a 24 de maio, nos turnos da manhã (8h às 12h) e da tarde (14h às 17h). O tema deste ano proposto pelo Ibram é “Museus para a igualdade: diversidade e inclusão”. A ação anual mobiliza os museus brasileiros para que desenvolvam atividades educativas com a temática.  

Devido à pandemia, as atividades elaboradas pela Coordenação de Ações Educativas e Comunitárias do Muhne e Engenho Massangana acontecerão virtualmente. Todo o conteúdo em vídeo será postado no YouTube Fundaj Oficial. Enquanto isso, cada item da programação vai sendo anunciado no Twitter Fundaj Oficial e nos stories do Instagram e  Facebook do Muhne e da Fundaj Oficial.

Na programação, oficinas, videodebate, mediação temática, indicação de  filmes, palestra, fala da equipe do Muhne e Engenho, recitais de poesias, contação de histórias e o espaço Com a Palavra a Arte Popular, onde artesãos, mestres, artistas falarão sobre suas obras e como estão se adequando para manter a produção neste período de pandemia.

Serviço

18ª Semana Nacional de Museus: “Museus para a igualdade: diversidade e inclusão”

Data: 18 a 24 de maio de 2020

Turno: 8h às 12h

Tarde: 14h às 17h

Onde acompanhar:

Site da Fundaj – www.fundaj.gov.br

YouTube Fundaj Oficial – https://www.youtube.com/channel/UC-jnE9_5gkOr5PKKEWGX5vQ (Fundação Joaquim Nabuco)

Twitter Fundaj Oficial – https://twitter.com/FundajOficial (@FundajOficial)

Instagrams Fundaj Oficial e Muhne – https://www.instagram.com/fundajoficial (@fundajoficial); https://www.instagram.com/museudohomemdonordeste (@museudohomemdonordeste)

Facebook Fundaj e Muhne – https://www.facebook.com/FundacaoJoaquimNabuco (@FundacaoJoaquimNabuco); https://www.facebook.com/museudohomemdone/ (@museudohomemdone) *Confira a programação*

*18/05*

8h –  Abertura : Vídeo sobre o Museu do Homem do Nordeste e o Engenho Massangana

8h30 – Presidente da Fundaj, Antônio Campos, fala sobre a importância de celebrar os museus.

9h – Diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte, Mario Helio fala sobre o tema da semana – Museus para igualdade: diversidade e inclusão.

9h30 –  Mediação temática: o Muhne em qualquer lugar, por Murilo Dayo e Angeline Araújo.

10h30 – Coordenador- geral do Museu do Homem do Nordeste, Frederico Almeida, fala sobre a importância do Muhne e do Engenho Massangana na 18ª Semana Nacional dos Museus.                    

14h  – Coordenadora de Ações Educativas e Comunitárias do Muhne, Edna Silva, fala sobre os novos desafios do fazer educativo em museus 

 15h – Oficina “Confecção de bonecas abayomi”, por Edvânia Tatiana

16h – “Com a palavra a arte popular”,  por Mestre Nado

*19/05*

8h – Coordenador de Museologia, Albino Oliveira, do Museu do Homem do Nordeste, fala sobre os cuidados com a preservação do acervo.

10h –  Oficina de brinquedos populares “Bilboquê”, por  Emanuel Messias.

15h – /Oficina de “Turbante “, por Rayanne Santos e Jamille Barros.

16h – “Com a palavra a arte popular” , por Mestre Saúba

*20/05*

8h – Coordenador de Exposições do Museu do Homem do Nordeste, Antônio Montenegro, fala sobre como as  exposições se materializam e quais reflexões precisam ser feitas no futuro dada sua importância na relação museu e seu público.

10h – Oficina de brinquedos populares “ Corropio”, por Luana Santos.

14h – “Museu Delivery”, por Ciema Melo, chefe da Divisão de Estudos Museais, 16h – “Com a palavra a arte popular” , pela artesã  Léia Gomes.

*21/05*

8h – Ciema Melo, chefe da Divisão de Estudos Museais, fala sobre a solidão do Muhne neste período de isolamento social.

 10 h – Oficina “Museu ponto a ponto –  crochê, por Élida Nathalia.

14h –  Educativo indica! Filmes Pernambucanos que dialogam com a temática da SMN: 

Um Lugar ao Sol – É um filme acessível com  recursos de áudio descrição, intérprete da língua de Sinais e legenda  e faz parte do Projeto Alumiar da Coordenação de Cinema da Fundaj.

Amor, Plástico e Barulho;

Maracatu Maracatus;

A Onda Traz, O Vento Leva.

16h – “Com a palavra a arte popular” , pelo artesão  Enersom Silva.

*22/05*

8h – Leitura de trecho do capítulo do livro Minha Formação, de Joaquim Nabuco. Será feita por Edvânia Tatiana, educadora que atua no Engenho Massangana.

9 H – Projeto Muhne 360º: Passeio virtual pelo Muhne e Engenho Massangana, por  Murillo Dayo e Edvânia Tatiana.

14 h – Risomildo Guedes da Silva, o guardião do acervo do Muhne.

15h – Oficina: “Crie seu acervo: Reprodução de peça do Muhne”, por Príscilla Marroquim.

16h – “Com a palavra a arte popular” , por  Mestra Nice.

*23/05*

8 h – Quem faz o Muhne?

10h – Oficina “impressão sobre papéis (Azulejaria)”, por Emerson Pontes.

14 h – Contação de História: Como nasceram as estrelas, conto de Clarice Lispector, interpretado por Élida Nathália.

16H – “Com a palavra a arte popular”, por Fausto Ribeiro Sobral.

*24/05*

9H –  Recitais de Poesias pelo Educativo do Museu do Homem do Nordeste.

Para comer depois – Adélia Prado 

Recordar é preciso – Conceição Evaristo

Chuva de Cinzas – Gilka Machado

14h –  Liliana Tavares, especialista em acessibilidade, fala sobre a importância do museu ser acessível.

15H –  “Com a palavra a arte popular” , por  Diego Gomes.

16h – Coordenador Geral de Museu, Frederico Almeida, fala sobre a participação de todos os envolvidos no processo.   

#multiHlab #midialab #fundaj #museus #semanamuseus2020 #Muhne

Festival Takorama

Devido a situação de isolamento social que vivenciamos no momento, no qual os pais e professores têm o desafio de ocupar as crianças e os adolescentes com atividades educacionais e artísticas e que promovam o desenvolvimento humano, até as escolas voltarem com a rotina normal, a Associação Films Pour Enfants (Filmes Para Crianças) promove o Takorama  – Festival Internacional de Cinema Infantil Online.  

São 15 filmes de curta-metragem com o tema solidariedade, divididos em cinco categorias e voltados ao público de 3 a 17 anos. As crianças e jovens são  convidados a opinar e votar em seu filme favorito. 

Os títulos foram selecionados entre os filmes do catálogo da Associação – entre eles, estão “Hi”, de Julio Cesar Velazquez, da Argentina (foto); “Buildings”, de Tomoyoshi Joko, do Japão e “Le complexe du Hérisson”, de Lisaa, da França. Não há brasileiros na seleção.

O Festival, em parceria com a 3emeio Cultura em Movimento (de Recife – PE) no Brasil, se propõe a afirmar o cinema como ferramenta de comunicação e importante recurso de apoio educacional – além, claro, do fator entretenimento. O evento online começou em 25 de abril e seu término está indefinido – depende dos desdobramentos da pandemia e da reabertura das escolas.

O acesso é feito através do site: https://www.takorama.org/

Ao entrar, é preciso escolher a linguagem que deseja assistir aos curtas. Professores  e pais, estimulem as crianças a participarem e boas sessões!

#multiHlab #midialab #fundaj #festival #animação #quarentena #pandemia #festivaltakorama #cinema #criança